Compostagem e reciclagem na educação infantil na cidade de Santa Vitória

Consciência, desvio de aterro e geração de renda: Escolas municipais dão início à separação dos resíduos após Workshop da Resíduo de Valor e pretendem desviar do aterro sanitário mais de 16 toneladas de resíduos em dois anos além de fazer girar mais de R$ 16.000,00 através do mercado da reciclagem.

 

A RDV realizou Workshop de educação ambiental para a Secretaria Municipal de Educação. O público foi composto por gestores, diretoras e professoras das escolas públicas municipais e estaduais de Santa Vitória – MG.

O Workshop apresentou e discutiu soluções para os resíduos sólidos nesses estabelecimentos.

Desafios

O desafio da Secretaria Municipal de Educação era dar um norte às gestoras, diretoras e professoras em relação à gestão de resíduos sólidos nas escolas públicas da cidade.

Todos os resíduos eram misturados e enviados ao aterro sanitário causando incômodo nas professoras e na administração pública municipal. O desperdício de material e a coleta seletiva existente na cidade motivou-as a buscar uma solução.

Solução

A solução para o problema do “lixo” está diretamente ligado à compreensão do que compõe esse “lixo”.

Junto a isso vem a compreensão da separação em três frações, da destinação e do tratamento adequado para cada tipo de resíduo.

A necessidade de compreensão fez com que a Secretaria de Educação contratasse a RDV para esclarecer e orientar esse grupo de pessoas que tinha a vontade de realizar mas não sabia muito bem por onde começar.

Pois bem, o aproveitamento do workshop foi tão bom que os resultados falam por si só: a implantação da separação na fonte e a destinação diferenciada dos resíduos para:

  • coleta seletiva – reciclagem;
  • compostagem in loco e;
  • aterro sanitário.

Além disso, foi criado no seio da Secretaria de Meio Ambiente o Projeto Educar, Cuidar e Reciclar, para incentivar a coleta seletiva dos alunos, através do qual eles podem levar os recicláveis para a escola. Com o descarte correto eles  acumulam a “graninha verde” para trocar em benefícios. 

Com esse incentivo a consciência e hábitos sustentáveis começam desde cedo nesses pequenos cidadãos.

Segundo Isadora Queiroz, diretora da Secretaria Municipal de Meio Ambiente:

“O Projeto Educar, Cuidar e Reciclar nasceu a partir da iniciativa do CEMEI Maria Luiza de Paula e da Escola Geraldo Ribeiro que já realizam projetos de coleta e destinação de recicláveis há mais de 1 ano. A partir disso elaboramos e implantamos o projeto mais encorpado, com a graninha verde e a nível municipal. Nossas expectativas são altas.”

Resultados em números

Estima-se que as três escolas municipais, os três CEMEIs, uma escola particular e as duas escolas estaduais da cidade de Santa Vitória geram em torno de 10 toneladas /ano de resíduos recicláveis.

A média mensal de geração de recicláveis de cada estabelecimento escolar é de 80 kg /mês o que, em reais, equivale a aproximadamente R$ 60,00 / mês, variando conforme os recicláveis descartados.

Dessa forma cada estabelecimento escolar conseguirá ter uma renda média anual de R$ 800,00 além de desviar do aterro sanitário aproximadamente 1 ton de resíduos por ano. 

Estima-se que em dois anos de trabalho, os nve estabelecimentos escolares desviarão do aterro sanitário mais de 18 toneladas de resíduos e farão girar mais de R$ 20.000,00 através do mercado da reciclagem.

O Exemplo do pioneiro: CEMEI Luiza Maria de Paula

Destacamos o exemplo do Centro Municipal de Educação Infantil Luiza Maria de Paula que deu início às atividades de reciclagem e compostagem em 2017 e serviu de inspiração e piloto para o Projeto Educar, Cuidar e Reciclar. 

Com 62 funcionários, sete deles estão envolvidos diretamente na separação das cascas de resíduos orgânicos nas atividades da cozinha, enquanto que 55 estão envolvidos na coleta seletiva dos materiais recicláveis, desenvolvendo uma comunicação com os pais e alunos.

Em dois anos os resultados mostram que já foram destinados para a reciclagem mais de 1,5 ton de PET, 1 ton de papelão, e mais de 300 kg de alumínio. Esses materiais são entregues ao Donizete Barbosa de Freitas proprietário da fábrica de vassouras Vitória e grande incentivadora da cultura da reciclagem na cidade e Gilson Rodrigues de Freitas, ambos responsáveis pela coleta seletiva.

A compostagem realizada in loco transforma em adubo os resíduos orgânicos da escola e envolve as crianças no processo.

A líder das atividades no CEMEI Luiza Maria de Paula, Marcia Moura, afirma que mais de 170 alunos de seis meses a quatro anos estão envolvidos nas ações. Segundo ela,

“as novas atividades fazem os olhos brilhar de quem assiste de perto a transformação acontecer, pois essa percepção vai além da escola. Tanto alunos como funcionários estabelecem uma correlação com os resíduos produzidos em casa, almejando a solução para suas casas também.”

Compostagem

A compostagem começa na cozinha, com a separação dos resíduos orgânicos – restos de cascas, frutas, legumes, ovos e borra de café, basicamente. A preparação dos resíduos com a serragem e / ou folhas secas é feita pelos  alunos, professores e funcionários. O local escolhido é preparado, recebe a porção diária e em duas semanas é possível ver a cor escura nos montes de compostagem. As minhocas vieram depois.

Desdobramentos

Para usar o adubo, Marcia Moura providenciou algumas mudas de flores e realizou um plantio, revitalizando o jardim do espaço e envolvendo toda a comunidade escolar.

Marcia Moura ressalta que:

“a dinâmica da equipe é excepcional, todos se animaram com o desafio. A equipe então começou a perceber os resultados trazendo ainda mais motivação. A escola toda está envolvida com a compostagem e a coleta seletiva, funcionários, professores, alunos e mais, os pais dos alunos. A satisfação é coletiva.”

 

   

Resultados Resíduo de Valor

Esse exemplo ilustra a promoção da transformação aqui e agora de uma maneira simples e eficiente. Confie nas possibilidades do trabalho prático e efetivo através da gestão dos resíduos sólidos dentro da escola. Os resultados são surpreendentes.

Alguns benefícios da Resíduo de Valor

  • Organização, higiene e limpeza;
  • Conhecimento e Informação;
  • Geração de valor econômico;
  • Geração de valor socioambiental;
  • Desvio de resíduos do aterro sanitário;
  • Nutrientes para o solo auxiliando no combate à desertificação;
  • A percepção mais clara e prática das crianças em relação ao contexto e às necessidades contemporâneas;
  • A pró-atividade das crianças em beneficiar o ambiente em que habitam;

Alguns benefícios da compostagem:

  • Informação e consciência na comunidade escolar;
  • Estímulo a uma prática alimentar orgânica e saudável;
  • Produção de adubo orgânico rico em nutrientes dentro da escola;
  • Previne a proliferação de animais vetores de doenças como ratos, baratas e moscas;
  • Aumenta a vida útil dos aterros sanitários (local onde recebe a maioria do lixo da cidade);

 

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